Sinto que essa é minha vibe quando paro para pensar sobre meu TCC. Acabei tirando um B na pré-banca por motivos óbvios e sinto que isso me fez repensar outras caminhos em relação às abordagens do meu TCC. Gostei muito de pesquisar a parte teórica do meu trabalho, mas sinto que não consegui me voltar à produção e meu dilema é justamente esse: devo seguir um viés teórico ou começar a produzir? A parte teórica, por mais maçante que seja, definitivamente me parece mais fácil, mas é algo que vejo que me arrependerei no futuro; por outro lado, a parte prática tem mais conexão com o bacharelado, mas estou tendo empecilhos tanto para arranjar ânimo para produzir quanto para escrever sobre minha produção. Não gosto de admitir isso, mas sinto que é terrível falar sobre mim. Aquela história de que não tem como separar a obra do artista nunca me pareceu tão real quanto agora, pois falar sobre minha arte também é falar sobre mim e eu acho que sou péssima nisso, pois me expor desse jeito faz com que eu queira chorar sem muitos motivos aparentes. A parte mais irônica em relação a isso é que não tenho problema nenhum em escrever no blog, muito pelo contrário, sinto uma facilidade descomunal em compartilhar tudo o que vier em mente aqui. No fim, penso seriamente que não me sinto segura o suficiente para fazer isso e a pressão familiar de que finalmente vou me formar só piora a situação. Me sinto tão desnorteada ultimamente que pensei em trancar o curso, mas isso me faria perder a bolsa e eu preciso desse dinheiro tanto para fazer o TCC (comprar materiais, molduras e o que mais for necessário para realizá-lo) quanto para sobreviver aos custos básicos que tenho em Porto Alegre. Às vezes eu penso que só estou cansada e que quando descansar vou conseguir concluir o que fazer com calma, mas desde novembro tudo tem sido tão turbulento que não consegui processar todas as informações até agora. Provavelmente esse é um dos motivos pela qual tive mais crises de ansiedade do que o normal e isso definitivamente é bem preocupante vindo de alguém que tinha uma média de duas crises de ansiedade por ano e não duas crises de ansiedade por mês. Enfim, espero conseguir dar um jeito na minha vida, assim como espero que você tenha um bom final de semana.
indie
domingo, 15 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Não é fácil fazer um TCC
Tive meu primeiro encontro com meu orientador semana passada e depois de 9 livros e 2 colagens solicitadas acho que posso dizer que estou oficialmente ansiosa. Nesses últimos dias ando pensando demais, suando demais e comendo de menos, sem contar que tenho que fazer a ornamentação de um evento da faculdade (que será amanhã) e um aniversário para ir (também amanhã)... Será que sobrevivo até esse final de semana sem ter uma crise de ansiedade no meio do caminho? Inclusive, esses dias eu concluí que eu costumava ter uma média de 2 crises de ansiedade por ano e até agora eu tive 4, ou seja: dobramos a média e isso é bem preocupante, ainda mais para a minha psicóloga. Por outro lado, li um dos 9 livros do TCC e ele foi bem proveitoso, mas sinto que os demais serão um pouco mais trabalhosos levando em consideração que alguns são em inglês e um deles é em alemão (o que gerou o infame comentário: "tu pode olhar só as figurinhas" vindo do meu orientador). Troquei as lentes dos meus óculos também, então vou acabar ficando com dor de cabeça nesse meio tempo até me acostumar de vez. Por enquanto estou me enrolando para fazer as ornamentações, mas sinto que vai me ajudar a aliviar um pouco do estresse do acúmulo de atividades da semana. Espero sobreviver até sexta assim como espero que você tenha uma boa semana.
quinta-feira, 24 de julho de 2025
Apagar as velinhas nunca foi tão fácil

Eu sempre costumava ficar muito ansiosa quando meu aniversário chegava. Eu ainda fico meio ansiosa, agora por outros motivos, como o fato de que metade do ano já passou, mas antes era diferente. O mero pensamento de que eu estava ficando mais velha me parecia algo horrível: ser adulta, sair de casa, pagar boletos, ter responsabilidades, tudo isso parecia um grande filme de terror e agora que eu finalmente cheguei aqui, eu percebi que não é tão ruim quanto eu achava que seria. De fato, eu sempre fui muito dramática, continuo sendo até hoje, então tudo vira um furacão em questão de segundos quando se trata do meu ponto de vista. Minha psiquiatra sempre me perguntou o porquê de eu não querer crescer e eu nunca soube responder ao certo, mas ela concluiu que eu achava que meus pais deixariam de me amar ou algo do tipo. Agora, prestes a fazer 25 em menos de 2 horas, acho que meu medo nunca teve relação com o amor que meus pais sentiam por mim, mas, sim, sobre minha própria identidade. Eu tinha medo de perder minha essência no meio do caminho e me tornar aquilo que eu mais abominava: uma adulta chata. Ok, talvez eu seja meio chata, sim, mas o que eu via como ser chato hoje percebo que é ser responsável. Afinal, a louça vai continuar lá na pia quando eu dormir porque não tem mais ninguém pra lavar ela pra mim e tá tudo bem porque é assim que as coisas funcionam agora. Crescer é costume e acho que eu não queria me acostumar com isso, mas nossa, tantas coisas boas aconteceram comigo depois dos 20 que eu nem poderia imaginava quando tinha 16 anos: acho posso dizer que me curei da depressão (a ansiedade continua aqui, mas controlada), deixei de ser tímida, sei lidar muito melhor com os meus sentimentos, conheci pessoas e lugares incríveis, vou começar meu TCC semestre que vem e finalmente aprendi a assoprar as velinhas sem medo. Por mais que tenham 11 anos de diferença entre a pessoa que escreve essa postagem e a pessoa que criou esse blog, elas são a mesma pessoa e ainda compartilham certas características até hoje: ouvimos kpop, escrevemos fanfics, nos apaixonamos por nerdolinhas, cantamos alto quando estamos sozinhas em casa e adoramos comer um docinho sempre que possível. Espero que meu aniversário seja tão bom quanto o esperado, assim como espero que você tenha um bom final de semana.
segunda-feira, 14 de julho de 2025
Segunda é dia de lavar e secar roupas e se preparar psicologicamente para o resto da semana
Faz um tempo desde que as segundas-feiras se tornaram uma extensão dos meus finais de semana. Acho que essa era uma das principais vantagens que eu vi em estudar numa federal: conseguir montar os horários que eu quero (na medida do possível) e deixar mais dias livres. Lembro que num semestre botei todas as cadeiras em 2 dias, então eu tinha aula na quarta e na quinta o dia todo enquanto os demais dias eram livres. Na época isso ainda era viável, já que estávamos no meio de uma pandemia e todas as minhas aulas eram online, mas na prática ter aula manhã, tarde e noite presencialmente no mesmo dia é bem puxado e eu não tenho cabeça pra tanta convivência. Normalmente, passo as segundas lavando e secando roupa, além de consultar com a psicóloga a cada 14 dias (finalmente diminuí a frequência das consultas depois de quase 8 anos). Inclusive, desde o ano passado parei de tomar os remédios, mas não nego que foi um desafio já que minha psiquiatra tomou essa decisão poucas dias antes do início das enchentes no RS quando eu ainda estava em Porto Alegre. Foi difícil lidar com tantas coisas estando recém desmamada dos antidepressivos. Na verdade, ainda é difícil lidar com tantas coisas, mas costumo conseguir faz isso sozinha. Por mais que eu sinta que os quase 8 anos de terapia me ajudaram muito em inúmeras questões, principalmente a timidez, a insegurança, a ansiedade e derivados, sinto que novos problemas surgiram e ainda não aprendi a resolvê-los sozinha, mas isso são assuntos para uma consulta mais especializada do que uma postagem nesse blog. Tenho alguns eventos marcados para essa semana, como a banca de TCC de uma amiga na quinta, a extensão de dança na sexta e uma feirinha gráfica no sábado. Espero conseguir comparecer em todos os meus compromissos, assim como espero que você tenha uma boa semana.
quarta-feira, 9 de julho de 2025
Aos 14 eu não imaginava: uma lista por Theri Bomb
1. Que moraria com uma amiga e um poodle em Porto Alegre há 2 anos.
2. Que eu conseguiria namorar outra pessoa depois de terminar um relacionamento.
3. Que alguns amores não duram para sempre e tá tudo bem.
4. Que eu começaria um TCC daqui a pouco.
5. Que finalmente entenderia o porquê de eu me sentir meio esquisita em relação a relacionamentos românticos e sexuais (era só a assexualidade).
6. Que eu pararia de pensar "naquilo".
7. Que eu sairia do Rio Grande do Sul sozinha...
8. E viajaria de avião sozinha...
9. E odiaria isso (turbulência é horrível).
10. Que eu seria minimamente estilosa (e que comprar roupas em brechó é demais).
11. Que meu cabelo não era feio, ele só não tinha uma finalização adequada.
13. Que eu botaria um piercing.
14. Que crescer não é tão ruim assim.
15. Que esse espacinho ainda existe e segue sendo atualizado quando dá na telha.
Aqui jaz uma listinha nostálgica porque parei para pensar que o Indie foi criado em 2014 e a Katherine de 14 anos nunca imaginaria tudo o que aconteceu até agora, mas definitivamente ela me acharia muito estilosa, bonitinha e fofoqueira.
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