sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Em 2022, eu...

1. Beijei a testa de alguém especial.
2. Chorei até ficar com dor de cabeça e nariz entupido.
3. Me declarei para as pessoas que gostei.
4. Tive mais bi panics do que posso contar.
5. Andei de mãos dadas para cima e para baixo.
6. Dancei e cantei sem medo no meio de uma multidão.
7. Tirei várias polaroids.
8. Fui na Parada LGBTQIAP+ pela primeira vez (e duas vezes ainda).
9. Gastei demais e me arrependi depois.
10. Me reconheci como demissexual.
11. Abracei quem eu amo.
12. Falei de mais e pensei de menos.
13. Comprei mais em brechó do que fast fashion.
14. Passei mais tempo fora do que dentro de casa.
15. Voltei a escrever.
16. Aprendi a lidar melhor com os meus sentimentos.
17. Passei a ver o Instituto de Artes (o famigerado IA) como uma segunda casa.
18. Me apaixonei, mesmo com medo de tudo dar errado de novo.
19. Comi muitos doces (a ponto de ficar com a pele mais oleosa que o normal).
20. Dormi em mais locais do que posso contar.
21. Estabeleci conexões com pessoas mais do que incríveis.
22. Sobrevivi mais um ano para contar história (e são muitas, por sinal).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Não esqueça: uma lista por Theri Bomb

1. Consultar presencialmente com a psicóloga dia 04/10.
2. Visitar a Ana até dia 06/10.
3. Atualizar o Indie de novo até 10/01.
4. Editar todos os programas até 15/01.
5. Lavar todas as minhas roupas até dia 16/01.
6. Fazer o presente do Giu até 17/01.
7. Comprar folhas de aquarela para as aulas de Lab de Processos Fotográficos até 18/01.
8. Não gastar todo o dinheiro da bolsa de extensão até 31/01.
9. Aprender o refrão de Hype Boy (sem data definida).
10. Comprar filmes para a polaroid se sobrar dinheiro (sem data definida).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Há 2 anos, a Katherine de 2021 não acreditaria que a Katherine de 2023...

1. Finalmente entrou na faculdade (depois de fazer o ENEM 4 vezes)...
2. Está cursando Artes Visuais...
3. E agora está no seu 4º semestre!
4. Sobreviveu ao término do seu primeiro namoro e finalmente admitiu para si mesma que que aquele não era mais um relacionamento saudável.
5. Recebeu o apelido de "vereadora" porque conhece gente até demais no IA.
6. Tem uma Instax Mini!
7. E vende polaroids sempre que dá (ou pelo menos quando tem filme pra isso)!
8. Finalmente se reconheceu como demissexual e birromântica...
9. E entendeu porque beijar pessoas que não sabem que sou viciada em Pica-Pau era tão desconfortável.
10. Está interessada em alguém NB.
11. É uma baita de uma boiola...
12. Até demais às vezes.
13. Faz parte do melhor trio de inúteis do mundo inteirinho! Obrigada por isso, Cilis e Vitin!
14. Voltou para casa de um rolê depois das 4 da manhã.
15. Está consultando com a psicóloga há mais de 5 anos!
16. Tem um "diário de boiolices"...
17. Realmente, você é boiola demais, sabia?
18. E uma baita de uma sem-vergonha também (mas no bom sentido).
19. Não tem mais medo de crescer (embora a coluna torta me deixe ainda menor).
20. Tem um grupo de amigos incrível na faculdade.
21. Sabe lidar com as palavras duras que recebe dos pais.
22. Ainda ouve k-pop (até demais às vezes).
23. Retomou ao seu local de conforto que criou aos 14 anos. Bem-vinda de volta, Katherine.
Se roubar ideias dos outros é crime, então eu sou traficante. Valeu pela ideia, Cilis!

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Sobre blogs desatualizados, passado e uns quilos a mais

Eu já disse isso uma vez, mas eu tenho preguiça de postar no Indie às vezes. É meio louco pensar quanto tempo eu fiquei sem postar. Eu não tenho muita noção de tempo e eu só percebo que certas coisas foram a muito tempo atrás quando eu vejo que a pessoa que eu era na minha última postagem é outra bem diferente atualmente. Parando para pensar, a Katherine de 5 anos atrás não imaginaria como a Katherine de 2021 estaria atualmente: uma garota de 20 anos que fará 1 ano e 3 meses de namoro esse mês, tem 5 cachorros ao invés de 9, vai fazer o ENEM pela 4ª vez, entrou no curso de Escrita Criativa (e saiu também), está tendo consultas com a psicóloga semanalmente há mais de 3 anos e continua sumindo e aparecendo naquele blog com layout em preto e branco que nem o Mestre dos Magos com certa frequência. Acho que a rede social que mais tenho usado nos últimos tempos é o Instagram, tanto para postar minhas colagens (acesse @itskatbook para ver minhas criações) quanto para interagir com o pessoal, seja respondendo os stories ou simplesmente comentando na foto de alguém para dar um sinal de vida. Sinto que mudei bastante no ano que passou: adquiri novos hábitos, comecei a trabalhar com a mãe do meu melhor amigo, passei a cozinhar um pouco mais, engordei o mesmo peso de um dos nossos doguinhos mais pesados, ando bastante inspirada em relação às colagens e estou disposta a fazer 2021 ser diferente. Sei que isso pode ser só mais uma promessa de ano novo, mas quero tentar ser mais produtiva nesse ano que está por vir, seja tentando administrar minha vida de um ponto de vista mais maduro, marcando mais presença por aqui ou simplesmente vivendo como não vivi em 2020. Espero que tudo dê certo para nós, assim como espero que você esteja bem e esteja tendo uma boa semana. 

sábado, 22 de agosto de 2020

A primeira vez que me senti parte da família

No natal do ano passado que passei com a sua família, seu tio me disse a seguinte frase: "bem-vinda à família". Não nego que tais palavras me chocaram de certo modo, mas também não nego que, por mais que aquilo soasse aconchegante, eu ainda me sentia um tanto deslocada quando o assunto era a sua família. Sempre fui o tipo de pessoa que demora para se adaptar e quando o assunto era estabelecer novos relacionamentos, eu era a última da lista e você soube disso no momento em que me viu isolada em um canto mexendo no celular nas oficinas de teatro. Aquele dia, quando eu fui na sua casa, eu não criei nenhuma expectativa de que algo especial fosse acontecer. Estávamos deitados na cama quando sua irmã veio avisar que iríamos jantar na sua tia, que mora no mesmo pátio que vocês. Demoramos um pouco para ir até lá. Era massa com frango e batata palha. Eu não disse isso para você porque fiquei com vergonha, mas aquela foi a primeira vez que comi massa com batata palha. Foi diferente e ao mesmo tempo saboroso. Enquanto jantávamos, tocava algumas músicas na televisão e eu nunca comentei isso com você, mas gosto do costume que sua família tem que fazer quase tudo ouvindo música. Após a refeição, você foi lavar a louça; as crianças estavam brincando até que sua mãe botou Um Minuto Para o Fim do Mundo para tocar. Sua mãe sugeriu que as crianças escolhessem os instrumentos imaginários que gostariam trocar e lá estavam eles: sua irmã e um dos seus primos na guitarra e sua mãe no vocal. Ela estava animada cantando do modo mais desafinado possível, mas parecia tão feliz. Foi quando alguém, não lembro quem, teve a ideia de fazer uma rodinha. Eu estava do seu lado, conversando enquanto você lavava a louça, secando uma coisa ou outra quando não sobrava espaço, até que seu primo me puxou pela mão até a rodinha, tornando minha participação na ciranda musical mais como uma obrigação do que um convite. E lá estávamos nós, um quarteto eufórico pulando, girando, cantando e até mesmo rindo ao som de CPM 22. Eu nunca imaginei que esse tipo de coisa aconteceria, muito menos com a sua família, mas, naquele momento, eu senti que fazia parte de tudo aquilo. A frase do seu tio fez todo o sentido porque eu finalmente me senti bem-vinda na sua família.