terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Sobre blogs desatualizados, passado e uns quilos a mais

Eu já disse isso uma vez, mas eu tenho preguiça de postar no Indie às vezes. É meio louco pensar quanto tempo eu fiquei sem postar. Eu não tenho muita noção de tempo e eu só percebo que certas coisas foram a muito tempo atrás quando eu vejo que a pessoa que eu era na minha última postagem é outra bem diferente atualmente. Parando para pensar, a Katherine de 5 anos atrás não imaginaria como a Katherine de 2021 estaria atualmente: uma garota de 20 anos que fará 1 ano e 3 meses de namoro esse mês, tem 5 cachorros ao invés de 9, vai fazer o ENEM pela 4ª vez, entrou no curso de Escrita Criativa (e saiu também), está tendo consultas com a psicóloga semanalmente há mais de 3 anos e continua sumindo e aparecendo naquele blog com layout em preto e branco que nem o Mestre dos Magos com certa frequência. Acho que a rede social que mais tenho usado nos últimos tempos é o Instagram, tanto para postar minhas colagens (acesse @itskatbook para ver minhas criações) quanto para interagir com o pessoal, seja respondendo os stories ou simplesmente comentando na foto de alguém para dar um sinal de vida. Sinto que mudei bastante no ano que passou: adquiri novos hábitos, comecei a trabalhar com a mãe do meu melhor amigo, passei a cozinhar um pouco mais, engordei o mesmo peso de um dos nossos doguinhos mais pesados, ando bastante inspirada em relação às colagens e estou disposta a fazer 2021 ser diferente. Sei que isso pode ser só mais uma promessa de ano novo, mas quero tentar ser mais produtiva nesse ano que está por vir, seja tentando administrar minha vida de um ponto de vista mais maduro, marcando mais presença por aqui ou simplesmente vivendo como não vivi em 2020. Espero que tudo dê certo para nós, assim como espero que você esteja bem e esteja tendo uma boa semana. 

sábado, 22 de agosto de 2020

A primeira vez que me senti parte da família

No natal do ano passado que passei com a sua família, seu tio me disse a seguinte frase: "bem-vinda à família". Não nego que tais palavras me chocaram de certo modo, mas também não nego que, por mais que aquilo soasse aconchegante, eu ainda me sentia um tanto deslocada quando o assunto era a sua família. Sempre fui o tipo de pessoa que demora para se adaptar e quando o assunto era estabelecer novos relacionamentos, eu era a última da lista e você soube disso no momento em que me viu isolada em um canto mexendo no celular nas oficinas de teatro. Aquele dia, quando eu fui na sua casa, eu não criei nenhuma expectativa de que algo especial fosse acontecer. Estávamos deitados na cama quando sua irmã veio avisar que iríamos jantar na sua tia, que mora no mesmo pátio que vocês. Demoramos um pouco para ir até lá. Era massa com frango e batata palha. Eu não disse isso para você porque fiquei com vergonha, mas aquela foi a primeira vez que comi massa com batata palha. Foi diferente e ao mesmo tempo saboroso. Enquanto jantávamos, tocava algumas músicas na televisão e eu nunca comentei isso com você, mas gosto do costume que sua família tem que fazer quase tudo ouvindo música. Após a refeição, você foi lavar a louça; as crianças estavam brincando até que sua mãe botou Um Minuto Para o Fim do Mundo para tocar. Sua mãe sugeriu que as crianças escolhessem os instrumentos imaginários que gostariam trocar e lá estavam eles: sua irmã e um dos seus primos na guitarra e sua mãe no vocal. Ela estava animada cantando do modo mais desafinado possível, mas parecia tão feliz. Foi quando alguém, não lembro quem, teve a ideia de fazer uma rodinha. Eu estava do seu lado, conversando enquanto você lavava a louça, secando uma coisa ou outra quando não sobrava espaço, até que seu primo me puxou pela mão até a rodinha, tornando minha participação na ciranda musical mais como uma obrigação do que um convite. E lá estávamos nós, um quarteto eufórico pulando, girando, cantando e até mesmo rindo ao som de CPM 22. Eu nunca imaginei que esse tipo de coisa aconteceria, muito menos com a sua família, mas, naquele momento, eu senti que fazia parte de tudo aquilo. A frase do seu tio fez todo o sentido porque eu finalmente me senti bem-vinda na sua família.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Ao meu primeiro amor do Tinder: uma carta

Querido Vinícius,
vou dizer isso de novo porque é um fato verídico: acho que eu nunca chamei você de "querido" e derivados e se chamei, tenho certeza quase absoluta que foi em uma entonação irônica.
Faz tempo que não falo com você. Acho que você excluiu meu número do seu celular, ou me bloqueou no WhatsApp, mesmo que eu não lembre de nenhum motivo explícito para que isso acontecesse, mas o fato de que agora você tem namorada deve ser uma boa justificativa.
Não sei se você esperava que eu fosse escrever isso para você, mas saiba que eu acho injusto não incluir você nos meus destinatários.
Nossa história é longa e não sei se conseguirei resumi-la em poucas palavras, mas vamos lá.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

A vida em tempos de quarentena: uma lista por Kathhi Steam

1. Ando acordando depois das onze quase todo dia.
2. Comecei um scrapbook...
3. E acho que foi uma das melhores decisões que tomei durante a quarentena.
4. Voltei a consultar presencialmente com a psicóloga...
5. E sinto que as consultas têm sido cada vez mais produtivas.
6. Tenho um monte de matéria acumulada do cursinho...
7. E raramente eu faço algo para desacumulá-las.
8. Eu e meu pai desbloqueamos todos os personagens de Street Fighter IV.
9. Faço tudo o que posso ouvindo lo-fi...
10. Inclusive, estou fazendo isso enquanto escrevo essa postagem.
11. Fiz o almoço e a janta umas semanas atrás; eu e meu espaguete napolitano nos sentimos muito Masterchef.
12. Estou viciada em ver flip through de art journal no Youtube.
13. Eu e meu namorado vamos completar 9 meses daqui 18 dias...
14. Sendo, ironicamente, um dia após o meu aniversário de 20 anos...
15. E, pela primeira vez na vida, não me sinto mal por estar crescendo.
16. Estou esperando algumas coisas que comprei pela internet chegarem...
17. E ando extremamente ansiosa a ponto de checar o rastreamento dos produtos no site dos Correios de minuto a minuto.
18. Comprei dois volumes de Cem Sonetos de Amor do Pablo Neruda em um sebo online; um para ler e outro para usar no scrapbook...
19. Mas ainda estou me questionando se terei coragem de rasgar o livro.
20. Estou aprendendo a me acostumar com o fato de que estou deixando de ser adolescente...
21. Embora ainda me sinta jovem e tenha a mesma carinha desde os 12 anos.
22. Ganhei um filtro dos sonhos do meu namorado; botei aqui na porta de casa...
23. Mas meus sonhos estranhos continuam...
24. Mesmo que sonhar acordada esteja sendo um dos meus passatempos preferidos.

domingo, 5 de julho de 2020

Ao meu primeiro amor paulista: uma carta

Querida Bruna,
essa é minha segunda carta e essa é a segunda vez que eu começo ela sem saber o que escrever. Estava em dúvida para quem eu deveria começar a escrever a carta (você ou a Chess), então eu usei o site do Pergunte ao Polvo e ele respondeu: “escrever a carta para a Anurb” e cá estou eu.