Querida Mariana,
é estranho começar uma carta com a palavra “querida” porque (1) essa é a segunda carta que eu escrevo em toda a minha vida e (2) eu ainda não sei ao certo o que dizer, mas vamos começar do início.
Nos conhecemos na escola quando eu estava no 1º ano. Minha vida se resumia a estudos, amigos e, claro, a bendita procrastinação.
Preciso confessar que eu me sentia meio sozinha antes de te conhecer. Mesmo que eu tivesse a Bárbara e a Marluce como amigas, eu me sentia sozinha, tanto que 2016 foi o ano em que eu passei a desenvolver a maldita depressão. Além do mais, não sei se você lembra, mas você fez um desenho meu com a minha camiseta de alien e meu colar de pedra com a frase: “você é mais forte do que pensa” e me mandou no Facebook. Eu tenho a foto salva no computador até hoje. Acho que você não sabe, mas uma colega minha com quem eu havia feito amizade mudou para o turno da manhã poucos meses depois de terem voltado às aulas e isso me deixou meio jururu, até que eu conheci você.
Sendo sincera, eu não lembro ao certo o que levou a nos relacionar, mas não posso negar que eu ficava de olho em ti na escola.







