quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Sobre uma festa de aniversário com bolo cor-de-rosa, vestibular de inverno e preguiça

Meu aniversário foi no último domingo do mês passado e acho que foi um dos melhores dias do mês de julho para mim. Os preparativos para a festa começaram no dia anterior. Meus pais mudaram as mesas de lugar e ajeitaram os bancos entre um cômodo e outro para as pessoas sentarem. Minha mãe comprou meio cento de salgadinhos vegetarianos para minhas amigas vegetarianas (por mais que só uma delas tenha vindo), eu e meu pai saímos para pegar os salgadinhos e o bolo na padaria. Preciso confessar que, à primeira vista, eu julguei meu bolo por ele ser enfeitado com glacê cor-de-rosa, mas, no final, até que eu gostei do bolo cor-de-rosa. Além de ter convidado alguns dos meus amigos, convidei dois meninos que fazem teatro comigo e eles vieram. Comemos salgadinho, tomamos suco de laranja com metanfetamina (de acordo com uma amiga minha, isso que justificaria o fato de todo mundo gostar daquele suco) e brincamos de "o que eu sou?" com post-its colados na testa, o que nos rendeu longas horas de diversão e uma porcão de gargalhadas. Uma semana após minha festa, eu fiz o vestibular de inverno da CESUSA, uma faculdade da cidade vizinha. Eu concorria a uma bolsa integral caso eu acertasse 75% da prova. Era uma prova que consistia em uma redação com o tema: "a sociedade brasileira e o consumo estético", além de 35 questões, sendo 5 questões de cada matéria, na qual incluía Português, História, Geografia, Matemática, Física, Química e Biologia. Conferindo o gabarito divulgado no dia seguinte, vi que eu havia acertado 20 questões e checando o resultado do vestibular, vi que havia ficado em 2º lugar com um total de 50 pontos. Minha mãe quase teve um troço no telefone enquanto eu, sinceramente, esperava mais de mim mesma. Tenho estudado pouco por causa da preguiça. Na verdade, eu só tenho ido no cursinho sendo que hoje eu faltei aula, mas pretendo voltar a ativa com os estudos para não acumular mais matéria do que já está acumulada. Enfim, essas foram as últimas notícias do meu mundinho. Muito obrigada por ler até aqui. Espero que você esteja tendo uma boa semana.

domingo, 21 de julho de 2019

Faltam 4 dias para o meu aniversário de 19 anos e eu estou como? Isso mesmo: em crise

Preciso confessar que sempre gostei de comemorar meu aniversário. Minha família sempre teve esse costume e é um dos poucos costumes familiares que eu gosto. Completo 19 anos no dia 25 e, por mais que a festa seja dia 28, já estou sofrendo em nome dos 20 anos que ainda não tenho. Sendo sincera, desde pequena eu não conseguia me imaginar sendo adulta. Tudo bem que ao longo dos anos eu sempre tinha uma resposta diferente para a pergunta mais clichê do mundo a.k.a "o que você quer ser quando crescer?", mas eu não conseguia me projetar no futuro completamente, por mais que eu lembre de ter feito desenhos quando criança em que eu ia à balada com as minhas amigas sendo que eu acho isso uma das coisas mais improváveis de acontecer sendo que sou uma pessoa extremamente caseira e um tanto antissocial. Acho que estou sofrendo com o que já falei aqui no início do mês: coming of age. Além do mais, esse se tornou um dos meus termos preferidos em inglês junto com as palavras "between" e "outgoing". Voltando a falar do meu aniversário, convidei dois amigos do teatro para a festa e estou pensando em convidar o restante do pessoal, só estou com medo de todo mundo vir e minha mãe ter um troço por ter convidado tanta gente sendo que mau cabe nós três e nossos nove cachorros aqui em casa. No final das contas, estou ansiosa para o meu aniversário, por mais que eu não seja lá muito fã de tirar fotos e desde pequena ache que essa é a pior parte da festa, sem contar o fato de que estou oficialmente em transição de younghood para adulthood. Espero sobreviver até o final do processo. Enfim, muito obrigada a você que leu até aqui. Espero que esteja tendo um bom final de semana.

domingo, 7 de julho de 2019

"Sei lá, cara, é complicado"

É o que eu diria se me perguntassem de você. Eu não mentiria porque, no sentido mais literal possível: "sei lá, cara, é complicado". Ainda não sei por que eu te chamei, muito menos o por que eu ter insistido naquela conversa. Já disse que não fui eu, mas por que eu sentia que aquilo era para mim? Acho que eu estava tão sóbria que mal conseguia racionar direito, se é que você me entende. Eu nunca fui de beber e eu realmente estava sóbria enviando cada uma daquelas mensagens, mas talvez eu não estivesse em sã consciência. E não me venha com esse papinho de "seus pais te amam" e essa história de que "se você não tivesse nascido, seus pais estariam infelizes". Eu já gasto quarenta e cinco minutos semanais que valem um e cinquenta cada para falar sobre eu e meus "problemas de adolescente". Eu não acredito mais nessas mentiras. É fato: eu nasci para sufocar, então deixe que eu faça meu devido trabalho. Se for pedir demais, por favor, pare de tentar. Isso não vai me impedir de realizar meu sonho e acho que você já sabe qual ele é. Afinal, é tudo questão de tempo até que eu esteja a sete palmos do chão.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Coming of age soa mais legal do que maturidade

Ai está um termo que eu já tinha ouvido falar, tanto que eu vi um vídeo um tempo atrás falando que O Date Perfeito se trata de um filme coming of age, mas eu nunca parei para pensar o que seria realmente o tal de coming of age. Dando uma pesquisada no Senhor Google, coming of age é um termo usado para definir amadurecimento, a transição da adolescência para a fase adulta, a maturidade. Sinceramente, eu nunca fui muito fã de crescer. Desde pequena, eu não conseguia imaginar meu futuro como adulta (por mais que eu tivesse diferentes respostas para a pergunta: "o que você quer ser quando crescer?") e eu tinha muito medo disso. Eu queria (e às vezes ainda quero) ser uma menina perdida guiada pelo Peter Pan para a Terra do Nunca onde eu seria uma criança por toda a eternidade. Somente a uns três anos trás eu finalmente aprendi a me ver no futuro. Lembro de ir à uma palestra em que ouvi a palestrante falar que que o excesso de passado resulta em depressão e o excesso de futuro resulta em ansiedade e eu nunca tinha parado para ver as coisas por esse lado porque é algo que faz muito sentido. O fato de eu estar estudando que nem uma louca quase a semana inteira e fazendo teatro toda segunda me preocupa se eu estou fazendo o certo para o meu futuro. Sei que eu tenho que estudar para entrar na faculdade porque o vestibular tanto da PUCRS quanto da UFRGS não são fáceis, mas por que parece que eu estou dando meu máximo e não obtendo os resultados esperados? Muitas pessoas já falaram para eu parar de ser perfeccionista, mas eu não consigo! Eu quero fazer uma lista de exercícios e certar todos eles; eu quero responder um questionário sem chutar nenhuma das respostas; eu quero fazer os antigos vestibulares da PUC e reconhecer os conteúdos que estudei em cada uma das questões; eu só quero conseguir fazer as coisas como eu imagino que conseguirei. Às vezes a expectativa é tão grande para uma frustração tão pequena e por mais pequena que ela seja, eu não gosto de senti-la. Talvez seja por isso que eu tenha dificuldade em  me relacionar com as pessoas, assim como o fato de que eu viva no mundo dos livros e mangás. A ficção, seja ela adolescente, romântica ou policial; independente do gênero, ela acabou virando meu refúgio. Sei que eu não deveria fugir da realidade, mas os dias andam tão monótonos. Não sei se isso pode ser considerado algo bom ou ruim porque eu não sou muito fã de rotina, mas espero me enquadrar nessa rotina daqui para frente e eu que eu consigo obter os resultados esperados. Enfim, muito obrigada a você que leu até aqui. Espero que esteja tendo um bom final de semana. 

terça-feira, 2 de julho de 2019

Isso é um meme? Na minha época a gente chamava isso de tag - Os últimos

Estou no meu intervalo de trinta minutos após duas horas de estudo e resolvi fazer uma postagem aqui no Indie. Estava parando para pensar que eu realmente gosto muito desse cantinho, por mais que eu estivesse pensando seriamente em criar outro blog, porém com um foco diferente. Pensei em um blog com uma espécie de foco mais literário, onde envolvesse meus escritos e, quem sabe, algumas resenhas dos livros e mangás que ando lendo. Preciso confessar que estou meio atrasada para fazer essa postagem, tanto que gostaria de agradecer a PaMu do Tsuki no Shita por ter me indicado esse meme. Demorei, mas aqui estão respostas! Além do mais, é engraçado como o nome das coisas mudam, né? Em 2014 a gente chamava isso de tag por aqui. Mas, de qualquer jeito, lá vamos nós.

domingo, 30 de junho de 2019

O primeiro revival de toda a minha vida composto por 67 metas para os 184 dias que restam

Semana passada eu não estudei quase nada. Sinceramente, teve dias que eu até desisti de estudar simplesmente porque meu computador não conectava com o wi-fi, já que gosto de fazer resumos no meu notebook porque faço os títulos deles com fontes mais elaboradas e no notebook do meu pai não tem fontes que eu gosto. Afinal, alguém por acaso ainda usa Comic Sans hoje em dia? Fiz duas listas de exercícios sobre os conceitos iniciais da arte e da literatura (acertei 8/10), além dos pré-socráticos e os sofistas (acertei 7/10). E lá vamos nós aceitarmos mais uma proposto do nossa famigerado Together... Para a nossa felicidade, o Together está completando dois anos e foram feitas três propostas: a primeira consistia em relatar sua experiência com o projeto; a segunda seria imaginar uma blogsfera sem o nosso amado Together; já a terceira era o famigerado revival, onde você revive um tema já proposto. Eu optei pelo revival e, aproveitando o fato de estar em alta fazer uma lista com metas para 2019, pensei: "por que não fazer parte desse movimento?"

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Os 28 porquês que eu (ainda) não sei o porquê, uma lista por Kathhi Steam

1. Por que eu tenho que viver?
2. Por que nós precisamos decidir nosso futuro em uma prova que diz se ingressamos no ensino superior ou não?
3. Por que eu sinto que não posso fazer outras faculdades que sejam do meu interesse como Ciência da Computação e Psicologia mesmo que meu objetivo principal seja Escrita Criativa?
4. Por que as pessoas me acham tão inteligente?
5. Por que eu estou sempre pensando em música?
6. Por que eu ainda não aprendi a me aceitar?
7. Por que é tão difícil amar a si mesma?
8. Por que eu me cobro demais?
9. Por que eu não sinto orgulho de mim mesma?
10. Por que eu me sinto mal por ter passado em 28º lugar no vestibular da PUCRS mesmo que eu tenha ficado na lista da primeira chamada?
11. Por que eu me sinto levemente arrependida por ter prestado vestibular para Psicologia e não Ciência da Computação?
12. Por que, por mais que meus pais me apoiem, eu não me sinto apoiada?
13. Por que eu tenho tanto medo de ser julgada?
14. Por que eu não gosto de mostrar meus textos para pessoas físicas, mas posto eles online?
15. Por que eu sinto que não consigo mais escrever como antigamente?
16. Por que eu me autossaboto tanto?
17. Por que eu me arrependo tão facilmente?
18. Por que eu me "apaixono" tão facilmente?
19. Por que, por mais que eu me "apaixone" fácil, eu sinto que não consigo amar as pessoas como elas realmente deveriam ser amadas?
20. Por que eu não tenho namoradx?
21. Por que eu sofro com baixa tolerância a frustração?
22. Por que eu me sinto atrasada?
23. Por que eu tenho depressão?
24. Por que eu não me sinto boa o suficiente?
25. Por que as pessoas fazem questão para que eu esteja aqui?
26. Por que eu ainda estou aqui?
27. Por que meus pais não deixaram eu fazer aquilo aquela vez?
28. Por que eu me questiono tanto? 

sábado, 8 de junho de 2019

Sobre torradas de presunto e queijo, mochaccino canela e aulas de Biologia

Acho que posso dizer que quinta-feira foi um dia e tanto. Além de estar estudando de tarde, como eu já estava estudando, estou estudando de noite no cursinho. E depois de ver tantos daily vlogs de canais como & Lena e Clahrah, resolvi que estava na hora de fazer meu próprio daily vlog, de preferência com efeito VHS porque é meu efeito de vídeo preferido. Sendo sincera, não tenho muito o que falar. Só espero que vocês gostem do vídeo tanto quanto eu gostei de fazer. Espero que você esteja tendo um bom final de semana.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Vamos falar um pouco sobre a arte de ser fã, de fazer parte de um fandom e se sentir incluso

Acho que todo mundo aqui sabe que eu sou k-popper, né? Caso não saibam, é só uma questão de tempo até que descobrissem, sem contar que está escrito no gadget ao lado que sou uma "k-popper assumida". Sendo honesta, minha história com a música pop coreana não tem nada de muito especial. É fato que em 2012 o PSY fez história com Gangnam Style, tanto que esse foi o meu primeiro contato com o k-pop, mas eu só fui me interessar de vez pelo estilo musical em meados de 2014 sendo que até 2014 eu era super fã de One Direction e, sem sombra de dúvida, foi um fandom que me abriu as portas tanto para novas amizades quanto para aquilo que eu amo fazer até hoje: escrever.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Agora é sério: vamos falar sobre bissexualidade

Eu não sei se vocês sabem, mas eu sou bissexual. Eu me identifiquei com essa sexualidade aos quinze anos e o modo como eu me "descobri" é um tanto quanto engraçadinho até. Já falei sobre o meu primeiro beijo aqui, mas eu nunca parei para falar sobre o que seria a bissexualidade aqui no Indie e como hoje é o Dia Internacional do Combate à LGBTfobia, acho mais do que justo vir aqui esclarecer algumas dúvidas e explicar alguns "mitos e verdades" sobre a minha orientação sexual.