segunda-feira, 27 de julho de 2026

Os 26 anos de uma quase bacharel em artes visuais

25/07 foi meu aniversário e também minha prova de togas da formatura. Foi um dia super cheio, muito corrido, mas também muito marcante. Tirei foto com meus pais, meu namorado, meus amigos, ganhei presentes e me sinto muito amada. Depois de todo o stress que foi o período de TCC, que foi apresentado dia 02/07, sinto que finalmente tive um dia em que não me senti tão ansiosa. Depois de tanto esforço, o A finalmente veio e a formatura está cada vez mais próxima. Passei tanto tempo dentro da faculdade que é tão estranho saber que não preciso mais fazer a matrícula nesse próximo semestre. Por outro lado, terminei meu TCC e já tive que emendar com o projeto de mestrado, que teve o edital aberto dia 1º/07 (ainda estou finalizando, mas boa parte do que preciso já está encaminhado). Por estar envolvida com tantas coisas, me sinto muita cansada e por mais que eu durma bastante ainda acordo me sentindo cansada. Acho que não sei identificar o tipo de cansaço que sinto, então acabo sempre pensando que ele é físico, mas por estar fazendo tantas coisas não tive tempo de fazer outras atividades que gostaria de ter feito: não consegui ler nenhum mangá, os únicos livros que "li" (só dei uma olhadinha) foram os que pretende incluir na bibliografia do mestrado e não estou com muito ânimo para sair de casa além do necessário. Estou passando uns dias na casa dos meus pais, mas ainda essa semana vou voltar para o centro, pois tenho um compromisso que ocupará todo o meu final de semana. Espero sobreviver até o fim desse mês infinito, assim como espero que você esteja tendo um bom começo de semana.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Não me perguntem nada sobre mim, pois não me conheço

Sinto que essa é minha vibe quando paro para pensar sobre meu TCC. Acabei tirando um B na pré-banca por motivos óbvios e sinto que isso me fez repensar outras caminhos em relação às abordagens do meu TCC. Gostei muito de pesquisar a parte teórica do meu trabalho, mas sinto que não consegui me voltar à produção e meu dilema é justamente esse: devo seguir um viés teórico ou começar a produzir? A parte teórica, por mais maçante que seja, definitivamente me parece mais fácil, mas é algo que vejo que me arrependerei no futuro; por outro lado, a parte prática tem mais conexão com o bacharelado, mas estou tendo empecilhos tanto para arranjar ânimo para produzir quanto para escrever sobre minha produção. Não gosto de admitir isso, mas sinto que é terrível falar sobre mim. Aquela história de que não tem como separar a obra do artista nunca me pareceu tão real quanto agora, pois falar sobre minha arte também é falar sobre mim e eu acho que sou péssima nisso, pois me expor desse jeito faz com que eu queira chorar sem muitos motivos aparentes. A parte mais irônica em relação a isso é que não tenho problema nenhum em escrever no blog, muito pelo contrário, sinto uma facilidade descomunal em compartilhar tudo o que vier em mente aqui. No fim, penso seriamente que não me sinto segura o suficiente para fazer isso e a pressão familiar de que finalmente vou me formar só piora a situação. Me sinto tão desnorteada ultimamente que pensei em trancar o curso, mas isso me faria perder a bolsa e eu preciso desse dinheiro tanto para fazer o TCC (comprar materiais, molduras e o que mais for necessário para realizá-lo) quanto para sobreviver aos custos básicos que tenho em Porto Alegre. Às vezes eu penso que só estou cansada e que quando descansar vou conseguir concluir o que fazer com calma, mas desde novembro tudo tem sido tão turbulento que não consegui processar todas as informações até agora. Provavelmente esse é um dos motivos pela qual tive mais crises de ansiedade do que o normal e isso definitivamente é bem preocupante vindo de alguém que tinha uma média de duas crises de ansiedade por ano e não duas crises de ansiedade por mês. Enfim, espero conseguir dar um jeito na minha vida, assim como espero que você tenha um bom final de semana.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Não é fácil fazer um TCC

Tive meu primeiro encontro com meu orientador semana passada e depois de 9 livros e 2 colagens solicitadas acho que posso dizer que estou oficialmente ansiosa. Nesses últimos dias ando pensando demais, suando demais e comendo de menos, sem contar que tenho que fazer a ornamentação de um evento da faculdade (que será amanhã) e um aniversário para ir (também amanhã)... Será que sobrevivo até esse final de semana sem ter uma crise de ansiedade no meio do caminho? Inclusive, esses dias eu concluí que eu costumava ter uma média de 2 crises de ansiedade por ano e até agora eu tive 4, ou seja: dobramos a média e isso é bem preocupante, ainda mais para a minha psicóloga. Por outro lado, li um dos 9 livros do TCC e ele foi bem proveitoso, mas sinto que os demais serão um pouco mais trabalhosos levando em consideração que alguns são em inglês e um deles é em alemão (o que gerou o infame comentário: "tu pode olhar só as figurinhas" vindo do meu orientador). Troquei as lentes dos meus óculos também, então vou acabar ficando com dor de cabeça nesse meio tempo até me acostumar de vez. Por enquanto estou me enrolando para fazer as ornamentações, mas sinto que vai me ajudar a aliviar um pouco do estresse do acúmulo de atividades da semana. Espero sobreviver até sexta assim como espero que você tenha uma boa semana.

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Apagar as velinhas nunca foi tão fácil


Eu sempre costumava ficar muito ansiosa quando meu aniversário chegava. Eu ainda fico meio ansiosa, agora por outros motivos, como o fato de que metade do ano já passou, mas antes era diferente. O mero pensamento de que eu estava ficando mais velha me parecia algo horrível: ser adulta, sair de casa, pagar boletos, ter responsabilidades, tudo isso parecia um grande filme de terror e agora que eu finalmente cheguei aqui, eu percebi que não é tão ruim quanto eu achava que seria. De fato, eu sempre fui muito dramática, continuo sendo até hoje, então tudo vira um furacão em questão de segundos quando se trata do meu ponto de vista. Minha psiquiatra sempre me perguntou o porquê de eu não querer crescer e eu nunca soube responder ao certo, mas ela concluiu que eu achava que meus pais deixariam de me amar ou algo do tipo. Agora, prestes a fazer 25 em menos de 2 horas, acho que meu medo nunca teve relação com o amor que meus pais sentiam por mim, mas, sim, sobre minha própria identidade. Eu tinha medo de perder minha essência no meio do caminho e me tornar aquilo que eu mais abominava: uma adulta chata. Ok, talvez eu seja meio chata, sim, mas o que eu via como ser chato hoje percebo que é ser responsável. Afinal, a louça vai continuar lá na pia quando eu dormir porque não tem mais ninguém pra lavar ela pra mim e tá tudo bem porque é assim que as coisas funcionam agora. Crescer é costume e acho que eu não queria me acostumar com isso, mas nossa, tantas coisas boas aconteceram comigo depois dos 20 que eu nem poderia imaginava quando tinha 16 anos: acho posso dizer que me curei da depressão (a ansiedade continua aqui, mas controlada), deixei de ser tímida, sei lidar muito melhor com os meus sentimentos, conheci pessoas e lugares incríveis, vou começar meu TCC semestre que vem e finalmente aprendi a assoprar as velinhas sem medo. Por mais que tenham 11 anos de diferença entre a pessoa que escreve essa postagem e a pessoa que criou esse blog, elas são a mesma pessoa e ainda compartilham certas características até hoje: ouvimos kpop, escrevemos fanfics, nos apaixonamos por nerdolinhas, cantamos alto quando estamos sozinhas em casa e adoramos comer um docinho sempre que possível. Espero que meu aniversário seja tão bom quanto o esperado, assim como espero que você tenha um bom final de semana.

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Segunda é dia de lavar e secar roupas e se preparar psicologicamente para o resto da semana

 

Faz um tempo desde que as segundas-feiras se tornaram uma extensão dos meus finais de semana. Acho que essa era uma das principais vantagens que eu vi em estudar numa federal: conseguir montar os horários que eu quero (na medida do possível) e deixar mais dias livres. Lembro que num semestre botei todas as cadeiras em 2 dias, então eu tinha aula na quarta e na quinta o dia todo enquanto os demais dias eram livres. Na época isso ainda era viável, já que estávamos no meio de uma pandemia e todas as minhas aulas eram online, mas na prática ter aula manhã, tarde e noite presencialmente no mesmo dia é bem puxado e eu não tenho cabeça pra tanta convivência. Normalmente, passo as segundas lavando e secando roupa, além de consultar com a psicóloga a cada 14 dias (finalmente diminuí a frequência das consultas depois de quase 8 anos). Inclusive, desde o ano passado parei de tomar os remédios, mas não nego que foi um desafio já que minha psiquiatra tomou essa decisão poucas dias antes do início das enchentes no RS quando eu ainda estava em Porto Alegre. Foi difícil lidar com tantas coisas estando recém desmamada dos antidepressivos. Na verdade, ainda é difícil lidar com tantas coisas, mas costumo conseguir faz isso sozinha. Por mais que eu sinta que os quase 8 anos de terapia me ajudaram muito em inúmeras questões, principalmente a timidez, a insegurança, a ansiedade e derivados, sinto que novos problemas surgiram e ainda não aprendi a resolvê-los sozinha, mas isso são assuntos para uma consulta mais especializada do que uma postagem nesse blog. Tenho alguns eventos marcados para essa semana, como a banca de TCC de uma amiga na quinta, a extensão de dança na sexta e uma feirinha gráfica no sábado. Espero conseguir comparecer em todos os meus compromissos, assim como espero que você tenha uma boa semana.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Aos 14 eu não imaginava: uma lista por Theri Bomb

1. Que moraria com uma amiga e um poodle em Porto Alegre há 2 anos.
2. Que eu conseguiria namorar outra pessoa depois de terminar um relacionamento.
3. Que alguns amores não duram para sempre e tá tudo bem.
4. Que eu começaria um TCC daqui a pouco.
5. Que finalmente entenderia o porquê de eu me sentir meio esquisita em relação a relacionamentos românticos e sexuais (era só a assexualidade).
6. Que eu pararia de pensar "naquilo".
7. Que eu sairia do Rio Grande do Sul sozinha...
8. E viajaria de avião sozinha...
9. E odiaria isso (turbulência é horrível).
10. Que eu seria minimamente estilosa (e que comprar roupas em brechó é demais).
11. Que meu cabelo não era feio, ele só não tinha uma finalização adequada.
13. Que eu botaria um piercing.
14. Que crescer não é tão ruim assim.
15. Que esse espacinho ainda existe e segue sendo atualizado quando dá na telha.
Aqui jaz uma listinha nostálgica porque parei para pensar que o Indie foi criado em 2014 e a Katherine de 14 anos nunca imaginaria tudo o que aconteceu até agora, mas definitivamente ela me acharia muito estilosa, bonitinha e fofoqueira.

sábado, 28 de junho de 2025

Para o mundo que eu quero descer

Queria me organizar melhor para fazer tudo o que eu gosto, mesmo que só um pouquinho. Sinto muita falta de escrever com frequência e normalmente eu só faço isso quando estou no limite ou quanto lembro que esse espaço ainda existe. Que loucura pensar que criei o blog quando tinha 14 anos e em menos de um mês farei 25, que é metade de 50 de acordo comigo mesma e um quarto de século de acordo com meu professor. O tempo tem passado mais rápido ultimamente: oficialmente começo meu TCC semestre que vem, vai fazer 8 anos que consulto com minha psicóloga, no fim do ano completo 2 anos de namoro e em agosto viajarei para São Paulo. Falando em viagens, viajei para Minas Gerais em fevereiro para conhecer uma amiga e foi maravilhoso. Realizei meu sonho de ir ao Inhotim, comi pão de queijo (agora todo pão de queijo que como no RS parece horrível), zanzamos para cima e para baixo e sinto que nunca me diverti tanto longe de casa. O clima de Minas é muito gostoso e todos os calangos que vi pareciam muito simpáticos. Estou ansiosa para conhecer a capital de SP, a Liberdade e o MASP, que são os principais pontos que pretendo ir sem falta. Até lá ficarei ansiosa pensando o quão eu odeio andar de avião e o quão fiquei enjoada devido a turbulência quando viajei pela primeira vez. É assustador voar tão alto e tão rápido num negócio de metal gigante. Eu não sabia que aviões eram tão grandes até entrar em um. Pelo menos as balinhas Fini eram gostosas. Por enquanto, sigo ansiosa para repensar meus referenciais para a apresentação do pré-projeto de TCC (que será daqui 3 semanas) e espero não surtar até o fim do semestre, assim como espero que você tenha um bom final de semana.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Updates e descobertas: uma lista por Theri Bomb

1. Estou indo para o meu 8º semestre em Artes Visuais...
2. Sem muito sinal de TCC por enquanto.
3. Faço parte do Centro Acadêmico do me curso.
4. Terminei meu primeiro namoro uns anos atrás...
5. Comecei outro no fim do ano passado...
6. E eu não morri por causa disso ao contrário do que eu pensava uns anos atrás.
7. Percebi que vai fazer 10 anos que o Indie foi criado...
8. E talvez eu tenha tido uma espécie de crise pós-Blogspot.
9. Tenho voltado a escrever ultimamente...
10. E isso tem me ajudado bastante a aliviar o stress.
11. Finalmente descobri minha poética nas artes...
12. E é engraçado pensar que ela estava bem na minha cara esse tempo todo.
13. Fiz 24 anos mês retrasado...
14. E acho que finalmente aprendi a não me sentir mal por estar crescendo!
15. Mês passado participei de duas exposições.
16. Descobri que certas coisas não são mais tão importantes assim.
17. Acho que posso começar a me considerar uma pessoa levemente estilosa.
18. Agora boa parte do meu guarda-roupa são peças de brechó.
19. Ainda não aprendi a lidar com meu próprio dinheiro...
20. E preciso aprender o quanto antes.
21. Continuo ouvindo k-pop.
22. Descobri que o Sub do Dia de quarta-feira é o meu preferido.
23. Vez ou outra eu lembro que isso aqui existe...
24. E espero não esquecer tão cedo.

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Sempre que chega as férias eu só penso em dormir

Incrível como boa parte das minhas férias desde que entrei na faculdade são iguais: tudo se resume a uma longa soneca. Ao mesmo tempo que eu amo meu curso eu sinto que ele me desgasta bastante às vezes. Mesmo que agora eu possa ser considerada uma pessoa mais comunicativa ainda há breves resquícios da Katherine tímida e reservada de anos atrás. Percebo que eu canso muito rápido e não sei se isso pode ser considerado normal. Ressaca social, eu diria. Introversão? Autismo? Ou é só impaciência com o ser-humano? Eu nem saí tanto assim nessas férias! Passei boa parte dos meus dias em casa, rolando incansavelmente o TikTok, enviando mensagens no WhatsApp e compartilhando reels no Instagram como quem diz: "vi esse vídeo e lembrei de ti". Apenas mais um caso de preguiça em série. Eu até tenho ideias do que fazer, mas acabo desistindo com a desculpa de que estou cansada. Afinal, eu estou cansada ou só não quero fazer nada mesmo? Espero achar uma resposta para essa pergunta até o fim das férias, assim como espero que você esteja tendo uma boa semana.

terça-feira, 14 de maio de 2024

Na calada da madrugada eu lembro que você existe

Desde que o Indie nasceu, toda vez que eu volto pra cá eu percebo que sou outra pessoa. É curioso perceber que fiz minha primeira postagem aqui quando tinha 14 anos quando daqui 2 meses eu farei 24. Definitivamente, a Katherine de 14 anos não imaginava que viveria tudo o que a Katherine de quase 24 anos viveu até agora. Não há como negar que esse espaço é a maior fonte de nostalgia e felicidade que tive, tenho e terei enquanto tiver acesso a ele. Sempre que posto aqui eu penso que voltarei com mais frequência, que dessa vez vai ser diferente, mas a gente faz tantas promessas que não cumpre, né? Mesmo se tratando de um local na qual tenho um carinho imenso, eu só volto aqui de ano em ano. Desculpa, Indie, você já foi uma parte maior de mim. Para variar (ou não), minha vida tem girado em torno da faculdade (ou tinha, já que as enchentes aqui na região metropolitana estão tornando tudo cada vez mais inviável), das músicas que ouço religiosamente no Spotify, das consultas com a psicóloga que parecem cada vez mais produtivas, das constantes trocas de mensagem com aqueles que não posso ter por perto e de sonecas longas demais. Com as aulas canceladas até segunda ordem, confesso que me sinto perdida não tendo mais uma rotina. Não sei dizer que voltarei a me refugiar por aqui, mas gosto da sensação daqui. Espero dar as caras mais vezes por aqui, assim como espero que você tenha uma boa semana.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Janeiro foi infinito, mas fevereiro tá indo rápido demais

Não sei se é devido ao loop-infinito que foi o mês de janeiro, mas sinto que fevereiro está passando rápido demais. Não sei se é porque recebi dia 1º e já estou com menos de R$200,00 na conta ou o fato que esses últimos 10 dias foram uma loucura: perdi contatos, oportunidades, saúde-mental, dinheiro, mas não perdi nenhum ônibus (pelo que eu me lembre, pelo menos). Por via das dúvidas, resolvi dar um tempo nas relações interpessoais e em grande parte dos meus perfis nas redes sociais, mesmo que vez ou outra ainda fale com alguém, nem que seja minha psicóloga, meu pai, os doguinhos, alguns amigos, os coordenadores da bolsa de extensão, o pessoal que janta no RU comigo toda segunda e quinta ou o entregador das coisas que eu tanto comprei. Essas últimas semanas me deixaram bem abalada emocionalmente, principalmente pela falta do remédio, mas sinto que estou melhorando e encontrando um rumo pouco a pouco voltando a me medicar e fazer terapia direitinho. Amanhã irei no aniversário de um amigo: uma tarde de jogos regada a álcool, suco de laranja, doces e salgados (obviamente sou Time Suco de Laranja). Se tudo der certo, marcarei presença vestida de Hello Kitty, só espero não derreter no meio do caminho já que Porto Alegre tem levado seu apelido de Forno Alegre muito a sério, assim como espero que você tenha um bom final de semana.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Em 2022, eu...

1. Beijei a testa de alguém especial.
2. Chorei até ficar com dor de cabeça e nariz entupido.
3. Me declarei para as pessoas que gostei.
4. Tive mais bi panics do que posso contar.
5. Andei de mãos dadas para cima e para baixo.
6. Dancei e cantei sem medo no meio de uma multidão.
7. Tirei várias polaroids.
8. Fui na Parada LGBTQIAP+ pela primeira vez (e duas vezes ainda).
9. Gastei demais e me arrependi depois.
10. Me reconheci como demissexual.
11. Abracei quem eu amo.
12. Falei de mais e pensei de menos.
13. Comprei mais em brechó do que fast fashion.
14. Passei mais tempo fora do que dentro de casa.
15. Voltei a escrever.
16. Aprendi a lidar melhor com os meus sentimentos.
17. Passei a ver o Instituto de Artes (o famigerado IA) como uma segunda casa.
18. Me apaixonei, mesmo com medo de tudo dar errado de novo.
19. Comi muitos doces (a ponto de ficar com a pele mais oleosa que o normal).
20. Dormi em mais locais do que posso contar.
21. Estabeleci conexões com pessoas mais do que incríveis.
22. Sobrevivi mais um ano para contar história (e são muitas, por sinal).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Não esqueça: uma lista por Theri Bomb

1. Consultar presencialmente com a psicóloga dia 04/10.
2. Visitar a Ana até dia 06/10.
3. Atualizar o Indie de novo até 10/01.
4. Editar todos os programas até 15/01.
5. Lavar todas as minhas roupas até dia 16/01.
6. Fazer o presente do Giu até 17/01.
7. Comprar folhas de aquarela para as aulas de Lab de Processos Fotográficos até 18/01.
8. Não gastar todo o dinheiro da bolsa de extensão até 31/01.
9. Aprender o refrão de Hype Boy (sem data definida).
10. Comprar filmes para a polaroid se sobrar dinheiro (sem data definida).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Há 2 anos, a Katherine de 2021 não acreditaria que a Katherine de 2023...

1. Finalmente entrou na faculdade (depois de fazer o ENEM 4 vezes)...
2. Está cursando Artes Visuais...
3. E agora está no seu 4º semestre!
4. Sobreviveu ao término do seu primeiro namoro e finalmente admitiu para si mesma que que aquele não era mais um relacionamento saudável.
5. Recebeu o apelido de "vereadora" porque conhece gente até demais no IA.
6. Tem uma Instax Mini!
7. E vende polaroids sempre que dá (ou pelo menos quando tem filme pra isso)!
8. Finalmente se reconheceu como demissexual e birromântica...
9. E entendeu porque beijar pessoas que não sabem que sou viciada em Pica-Pau era tão desconfortável.
10. Está interessada em alguém NB.
11. É uma baita de uma boiola...
12. Até demais às vezes.
13. Faz parte do melhor trio de inúteis do mundo inteirinho! Obrigada por isso, Cilis e Vitin!
14. Voltou para casa de um rolê depois das 4 da manhã.
15. Está consultando com a psicóloga há mais de 5 anos!
16. Tem um "diário de boiolices"...
17. Realmente, você é boiola demais, sabia?
18. E uma baita de uma sem-vergonha também (mas no bom sentido).
19. Não tem mais medo de crescer (embora a coluna torta me deixe ainda menor).
20. Tem um grupo de amigos incrível na faculdade.
21. Sabe lidar com as palavras duras que recebe dos pais.
22. Ainda ouve k-pop (até demais às vezes).
23. Retomou ao seu local de conforto que criou aos 14 anos. Bem-vinda de volta, Katherine.
Se roubar ideias dos outros é crime, então eu sou traficante. Valeu pela ideia, Cilis!

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Sobre blogs desatualizados, passado e uns quilos a mais

Eu já disse isso uma vez, mas eu tenho preguiça de postar no Indie às vezes. É meio louco pensar quanto tempo eu fiquei sem postar. Eu não tenho muita noção de tempo e eu só percebo que certas coisas foram a muito tempo atrás quando eu vejo que a pessoa que eu era na minha última postagem é outra bem diferente atualmente. Parando para pensar, a Katherine de 5 anos atrás não imaginaria como a Katherine de 2021 estaria atualmente: uma garota de 20 anos que fará 1 ano e 3 meses de namoro esse mês, tem 5 cachorros ao invés de 9, vai fazer o ENEM pela 4ª vez, entrou no curso de Escrita Criativa (e saiu também), está tendo consultas com a psicóloga semanalmente há mais de 3 anos e continua sumindo e aparecendo naquele blog com layout em preto e branco que nem o Mestre dos Magos com certa frequência. Acho que a rede social que mais tenho usado nos últimos tempos é o Instagram, tanto para postar minhas colagens (acesse @itskatbook para ver minhas criações) quanto para interagir com o pessoal, seja respondendo os stories ou simplesmente comentando na foto de alguém para dar um sinal de vida. Sinto que mudei bastante no ano que passou: adquiri novos hábitos, comecei a trabalhar com a mãe do meu melhor amigo, passei a cozinhar um pouco mais, engordei o mesmo peso de um dos nossos doguinhos mais pesados, ando bastante inspirada em relação às colagens e estou disposta a fazer 2021 ser diferente. Sei que isso pode ser só mais uma promessa de ano novo, mas quero tentar ser mais produtiva nesse ano que está por vir, seja tentando administrar minha vida de um ponto de vista mais maduro, marcando mais presença por aqui ou simplesmente vivendo como não vivi em 2020. Espero que tudo dê certo para nós, assim como espero que você esteja bem e esteja tendo uma boa semana. 

sábado, 22 de agosto de 2020

A primeira vez que me senti parte da família

No natal do ano passado que passei com a sua família, seu tio me disse a seguinte frase: "bem-vinda à família". Não nego que tais palavras me chocaram de certo modo, mas também não nego que, por mais que aquilo soasse aconchegante, eu ainda me sentia um tanto deslocada quando o assunto era a sua família. Sempre fui o tipo de pessoa que demora para se adaptar e quando o assunto era estabelecer novos relacionamentos, eu era a última da lista e você soube disso no momento em que me viu isolada em um canto mexendo no celular nas oficinas de teatro. Aquele dia, quando eu fui na sua casa, eu não criei nenhuma expectativa de que algo especial fosse acontecer. Estávamos deitados na cama quando sua irmã veio avisar que iríamos jantar na sua tia, que mora no mesmo pátio que vocês. Demoramos um pouco para ir até lá. Era massa com frango e batata palha. Eu não disse isso para você porque fiquei com vergonha, mas aquela foi a primeira vez que comi massa com batata palha. Foi diferente e ao mesmo tempo saboroso. Enquanto jantávamos, tocava algumas músicas na televisão e eu nunca comentei isso com você, mas gosto do costume que sua família tem que fazer quase tudo ouvindo música. Após a refeição, você foi lavar a louça; as crianças estavam brincando até que sua mãe botou Um Minuto Para o Fim do Mundo para tocar. Sua mãe sugeriu que as crianças escolhessem os instrumentos imaginários que gostariam trocar e lá estavam eles: sua irmã e um dos seus primos na guitarra e sua mãe no vocal. Ela estava animada cantando do modo mais desafinado possível, mas parecia tão feliz. Foi quando alguém, não lembro quem, teve a ideia de fazer uma rodinha. Eu estava do seu lado, conversando enquanto você lavava a louça, secando uma coisa ou outra quando não sobrava espaço, até que seu primo me puxou pela mão até a rodinha, tornando minha participação na ciranda musical mais como uma obrigação do que um convite. E lá estávamos nós, um quarteto eufórico pulando, girando, cantando e até mesmo rindo ao som de CPM 22. Eu nunca imaginei que esse tipo de coisa aconteceria, muito menos com a sua família, mas, naquele momento, eu senti que fazia parte de tudo aquilo. A frase do seu tio fez todo o sentido porque eu finalmente me senti bem-vinda na sua família.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Ao meu primeiro amor do Tinder: uma carta

Querido Vinícius,
vou dizer isso de novo porque é um fato verídico: acho que eu nunca chamei você de "querido" e derivados e se chamei, tenho certeza quase absoluta que foi em uma entonação irônica.
Faz tempo que não falo com você. Acho que você excluiu meu número do seu celular, ou me bloqueou no WhatsApp, mesmo que eu não lembre de nenhum motivo explícito para que isso acontecesse, mas o fato de que agora você tem namorada deve ser uma boa justificativa.
Não sei se você esperava que eu fosse escrever isso para você, mas saiba que eu acho injusto não incluir você nos meus destinatários.
Nossa história é longa e não sei se conseguirei resumi-la em poucas palavras, mas vamos lá.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

A vida em tempos de quarentena: uma lista por Kathhi Steam

1. Ando acordando depois das onze quase todo dia.
2. Comecei um scrapbook...
3. E acho que foi uma das melhores decisões que tomei durante a quarentena.
4. Voltei a consultar presencialmente com a psicóloga...
5. E sinto que as consultas têm sido cada vez mais produtivas.
6. Tenho um monte de matéria acumulada do cursinho...
7. E raramente eu faço algo para desacumulá-las.
8. Eu e meu pai desbloqueamos todos os personagens de Street Fighter IV.
9. Faço tudo o que posso ouvindo lo-fi...
10. Inclusive, estou fazendo isso enquanto escrevo essa postagem.
11. Fiz o almoço e a janta umas semanas atrás; eu e meu espaguete napolitano nos sentimos muito Masterchef.
12. Estou viciada em ver flip through de art journal no Youtube.
13. Eu e meu namorado vamos completar 9 meses daqui 18 dias...
14. Sendo, ironicamente, um dia após o meu aniversário de 20 anos...
15. E, pela primeira vez na vida, não me sinto mal por estar crescendo.
16. Estou esperando algumas coisas que comprei pela internet chegarem...
17. E ando extremamente ansiosa a ponto de checar o rastreamento dos produtos no site dos Correios de minuto a minuto.
18. Comprei dois volumes de Cem Sonetos de Amor do Pablo Neruda em um sebo online; um para ler e outro para usar no scrapbook...
19. Mas ainda estou me questionando se terei coragem de rasgar o livro.
20. Estou aprendendo a me acostumar com o fato de que estou deixando de ser adolescente...
21. Embora ainda me sinta jovem e tenha a mesma carinha desde os 12 anos.
22. Ganhei um filtro dos sonhos do meu namorado; botei aqui na porta de casa...
23. Mas meus sonhos estranhos continuam...
24. Mesmo que sonhar acordada esteja sendo um dos meus passatempos preferidos.

domingo, 5 de julho de 2020

Ao meu primeiro amor paulista: uma carta

Querida Bruna,
essa é minha segunda carta e essa é a segunda vez que eu começo ela sem saber o que escrever. Estava em dúvida para quem eu deveria começar a escrever a carta (você ou a Chess), então eu usei o site do Pergunte ao Polvo e ele respondeu: “escrever a carta para a Anurb” e cá estou eu.